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Guilherme Tâmega despontou para o mundo do Bodyboarding
em novembro de 1985, durante o Redley em Itacoatiara.
Na época, esse era o único campeonato que promovia um
intercâmbio com atletas de outros estados do Brasil,
Guilherme estava com 13 anos e ficou em segundo lugar,
sua atuação chamou a atenção de Marcus Kung, que rapidamente
quis saber quem era aquele garoto. Terminou presenteando
Guilherme com uma camiseta que foi guardada como um
troféu.
Uma semana depois, no Arpoador, para dar uma entrevista
ao programa Realce, ele apareceu com equipamentos
totalmente desapropriados para sua pequena estatura.
Esta cena gerou o questionamento do apresentador Antonio
Ricardo, que desconfiou da capacidade de Guilherme.
Não foi necessário nem um ano para que ele mostrasse
que nasceu para vencer. Adotado pelos principais profissionais,
Guilherme iniciou o preparo para ser o futuro campeão
mundial. Aos 16 anos, seu nível técnico era tão alto
que os organizadores de campeonatos resolveram elevar
para 18 anos a idade mínima para um bodyboarder virar
profissional no Brasil. Garantiram assim um tempo de
vida extra para os profissionais que atuavam naqueles
anos.
Em 1989, Guilherme fez sua estréia como profissional,
iniciando uma incrível seqüência de vitórias, que o
levariam a ser tetracampeão brasileiro, mas a falta
de um patrocinador que pudesse pagar um bom salário
e as baixas premiações do circuito brasileiro, apesar
dos títulos, acabaram sendo fatores decisivos para que
ele resolvesse mudar para a Califórnia.
Ele já havia chegado três vezes à final do mundial
em Pipeline - foi quarto em 1991, terceiro em 1992 e
vice-campeão em 1993 - e tivera fotos suas publicadas
em revistas de todo o mundo. Com esse respaldo, Guilherme
consegui entrar para o time da Wave Rebel International
e comercializar um modelo de prancha com seu nome.
Mas o momento mais marcante de sua carreira ainda
estava por acontecer. Em 1994, ele fez história ao vencer
nas maiores já vistas no mundial de bodyboarding em
Pipeline, marcou a primeira nota 10 unânime de todas
as versões do evento, completando um tubo de 12 pés.
Surfando com igual capacidade em qualquer tipo de
onda, em 1995 atacou simultaneamente os circuitos Mundial
e Americano. Verdadeira máquina de alta performance,
conquistou os dois títulos, consolidando seu nome como
força dominante no esporte. Em 1995, cansado da correria,
abandonou o circuito Americano e "só" faturou o mundial.
Sucessor de Mike Stewart, Guilherme é o atual melhor
bodyboarder do mundo.
Porém, o que parecia não acontecer para Guilherme,
aconteceu no Morey World Bodyboarding Championships.
Apenas um resultado não poderia acontecer para Guilherme
deixar de faturar mais título mundial. O sul africano
Andre Botha, 17 anos, teria que ser o campeão desta
etapa em Pipeline, e Guilherme não passar do quarto
lugar. Foi o que aconteceu. Depois de quatro anos com
Guilherme Tâmega dominando o circuito GOB, o bodyboarding
tem um novo campeão mundial, Andre Botha.
fonte: "Fluir especial; Body Board" (nov/1997)
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